A vez do Fazendeiro

 
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A década de 50 foi marcante para a indústria automobilística mundial. Em todo o mundo houve uma mudança radical de estilos de carroceria aparecendo os primeiros modelos com três volumes distintos. 

 

Nos EUA havia um crescimento notável na indústria automobilística. A gigante General Motors brilhava com seu Chevrolet Bel Air no segmento dos compactos e a Ford fazia concorrência com o belo Fairlane. Este produto de Dearborn, estado de Michigan, tinha versões de carroceria sedã 4 portas, conversível, Station Wagon e cupê. Este, na versão Skyliner, tinha o teto fixo que se recolhia no porta malas através de comandos elétricos. 


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Nos anos de 1955, 56 e 57 a disputa entre as duas estavam mais acirradas quando a Ford tirou seu grande coelho da cartola. Baseado no Fairlane cupê, lançou o Ford Ranchero. Tratava-se de uma picape deste, ou seja, o primeiro “Car-Truck” americano. A intenção era os grandes e pequenos ricos fazendeiros da prospera sociedade rural dos EUA. Mas também começou a fazer sucesso nas cidades.

 

Como toda a linha, visto de lado, era um carro de dimensões generosas, pára-brisas curvo, bem panorâmico, janelas laterais amplas e enorme caçamba. Tinha 5,23 metros de comprimento. Não passava desapercebido pelo fato também de ser novidade.

 

Sua frente tinha 4 faróis redondos, capô curvo e abaixo deste uma grade com cromados vistosos e parrudos pára-choques. Atrás, nas extremidades, tímidos rabos de peixe realçavam a caçamba e enormes faroletes redondos.

 

A motorização começava por um recatado seis cilindros em linha e o primeiro com oito cilindros em “V” dianteiro, refrigerado a água, tinha 3.916 cm³, virabrequim com 5 mancais, válvulas no cabeçote, comando lateral, carburador Holley de corpo duplo e desenvolvia 130 cavalos a 4.200 rpm. Mas um dos mais potentes era o V8 que vinha do irmão esportivo, o Ford Thunderbird. Era o motor 252(4.785 cm³) que tinha 200 cavalos a 4.400 rpm. Também o carburador era da marca Holley só que de corpo quádruplo. A transmissão era automática e, como quase todos os carros americanos da época, sua tração era traseira. Fazia com que a picape chegasse a 170 km/h. Nada mal para um utilitário. Seu interior nesta versão era muito luxuoso tornando-o um automóvel de status.

 

Em 1959 veio a resposta da GM. Lançava também uma picape baseada no Chevrolet Impala cujo nome era El Camino, também de origem espanhola.

 

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Em 1959 é lançada a linha Falcon pela Ford. Tratava-se de um modelo compacto de 4,86 metros de comprimento. Um ano depois, o Ranchero deixa a carroceria do Fairlane e adota o do Falcon. Só que nesta mudança, a picape ficou estranha e o estilo de gosto duvidoso. Os estilistas não foram felizes.

 
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Quatro anos depois o compacto Falcon teve suas linhas alteradas e tornou-se mais moderno. Ficaram mais retilíneas. E a picape Ranchero também acompanhou as mudanças. Não estava ainda atraente como a de 1957, mas melhorou o estilo.

 

A motorização estava mais moderna com o novo seis cilindros Big Six com 150 cavalos e um V8 de 4.783 cm³ com 200 cavalos.

 

Em 1966 todos os Falcon recebem a terceira geração de carrocerias. A picape agora estava bem mais simpática e o público americano aprovou. As linhas estavam mais suaves e bonitas. Sua frente tinha uma grade simples cromada e dois faróis redondos. Visto de lado era equipada com calotas idênticas a do nosso Galaxie e seu perfil agradava muito. 

As versões luxo, que tinham dois tons na carroceria, recebia o V8 289 (4.735 cm³).



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Em 1967 volta a ter a mesma carroceria dos Fairlane. Só que este estava bem mais moderno. E a picape também muito atraente. Media 5,01 metros e pesava 1.350 quilos. Tinha 4 faróis dianteiros redondos em posição vertical e bonita grade dividida em oito retângulos com fundo preto e frisos cromados. A parte debaixo era levemente inclinada para trás contrariando os princípios aerodinâmicos. Também não tinha mais o quebra-vento tornando-o mais atualizado.

A motorização variava de um 6 cilindros em linha com 3.277 cm³ e 122 até potentes V8. Estes começavam por um 4.736 cm³ de 203 cavalos, depois vinha um 6.391 cm³ com 269 cavalos, outro de idêntica cilindrada porém com 319 cavalos e por último o superior com 340 cavalos. A transmissão era automática e a velocidade final variava de 145 km/h a 200 km/h dependendo do que estivesse debaixo do capô. Impossível não agradar!

 

Em 1968 o Fairlane muda de carroceria e toda a linha incluindo o “utilitário”. Ganha uma versão GT que tinha uma agressiva entrada de ar sobre o capô.

 

Em 1970 outro divorcio de carrocerias. Passava a ser a mesma do Torino. Estava maior e agora media 5, 27 centímetros de comprimento, sendo considerado pelos norte americanos como um “medium sized”. Também engordava pesando agora 1.550 quilos. A versão mais brava recebia o motor 428 (7.013 cm³) Cobra com 335 cavalos. Sem peso na caçamba e usando muito o acelerador nas arrancadas os pneus F78 x 14 não duravam muito. E era um carro muito agressivo e de linhas elegantes. 


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Em 1972 as linhas modificadas estão mais curvas e recebe o apelido de boca de peixe devido ao formato da grade. Podia receber as caixas automáticas C6 ou FMX ou a poderosa e apreciada mecânica de 4 velocidades da marca Hurst. Recebia belas rodas cromadas que aqui no Brasil chamavam de “Palito”. Este talvez seja o modelo mais interessante de todos os Ranchero. 

 

Em 1977 torna a trocar de carroceria. É a mesma da linha Thunderbird/LTD. A mudança não foi muito feliz e a picape está enorme com 5,69 metros de comprimento. Não era mais um carro que agradava ao publico jovem. Devido a crise de gasolina os motores V8 perderam potência. O básico de 5.769 cm³ tinha 155 cavalos e o mais potente 7.536 cm³ tinha 202 cavalos. Estava longe de ser um carro econômico e tinha um tanque para 92 litros de gasolina. A suspensão dianteira e traseira tinha molas helicoidais e o eixo traseiro era rígido. Os freios a disco na dianteira e tambor na traseira.



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Em 1979 termina a fabricação após 508.355 unidades do Ranchero produzidas. Foi um marco na indústria americana.

 

Em 1986, baseado na linha Fairmont é lançada a picape Durango. Não fez sucesso e logo foi descontinuada.

 
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Na Argentina. 

O mesmo modelo Ford Falcon na versão quatro portas, picape Ranchero e perua foi fabricado lá durante anos e pode ser vista nas ruas com freqüência prestando ainda bons serviços. Em frente ao Automovil Club da Argentina. 

 
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Nas ruas do Bairro La Boca pode se ver vários antigos interessantes. Veja mais sobre carros da Argentina, ruas de Buenos Aires e o Automovil Club da Argentina. Clique Aqui


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Em Escala 



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A miniatura do filme é muito bem feita. Exibe o cenário do filme na cena onde o Falcon Ranchero está no ferro velho. 


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Na caçamba do Falcon Ranchero o "pacote" é o Lincoln Continental. 


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Vários Hotwheels foram para as estantes. Abaixo vários que são da série de 2013, 2014 e um Teasures Hunt verde na caixa. 


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Este laranja e preto, ano 1972, é da série especial Larry's Garage. O outro é um modelo 1965 como o da série Bond. 


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O modelo, ano 1957, abaixo, na escala 1/43, é da Road Signature. 


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Nas Telas

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Em 1964 estreava o terceiro filme da série James Bond com ótimo ator escocês Sean Connery. Era 007 contra Goldfinger de 1964 que tem quase toda a locação nos Estados Unidos e muitos carros do grupo Ford. Na Europa, nos Alpes suíços o Aston Martin DB5 estréia nas mãos de Bond numa perseguição leve contra um Ford Mustang. 


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Depois várias cenas em Forte Knox no estado de Kentucky onde há muito ouro guardado. Auric Goldfinger, James Bond, Oddjob e Honor Blackman(Gert Fröbe, Sean Connery, Harold Sakata e Pussy Galore estão diante da mansão do haras de Goldfinger ao lado de um Lincoln Continental 1964 quatro portas. Este é carregado com algumas barras de ouro como pagamento de um cúmplice. O carro é infelizmente prensado, junto com o cúmplice, até virar um pacote. E esta carga vai para a caçamba do Ford Ranchero Azul da empresa do vilão. Ótimas cenas, ótimo filme. 


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Nos Encontros.

Ford Ranchero 1959 em Águas de Lindóia.


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A mesma frente do Ford Fairlane. 


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Tamém Águas de Lindóia o mesmo visto de trás. Caçamba assaz generosa. 


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Um modelo 1965 à venda também em Águas de Lindóia. 


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Em Araxá, Minas Gerais, um modelo 1973 GT 500. 


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Outro também em Águas de Lindóia, São Paulo. 


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Bela Dupla. 


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