O Leão do Deserto

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Os irmãos Peugeot começaram no século XIX trabalhando com uma fundição de aço para a produção de ferramentas de alta qualidade; produziam também moinhos de café.  Em 1881 o neto dos fundadores, Armand, iniciou a produção de motocicletas na cidade de Beaulieu, na França. Ele se interessava e começava a estudar os motores a vapor. Pouco tempo depois encomendou um quadriciclo ao famoso projetista alemão Maybach. Este foi equipado com um motor construído por Panhard et Levassor. O primeiro veículo em série, a vapor, foi construído em 1890. A produção de bicicletas e motocicletas continuava e, graças às soluções mecânicas aplicadas a elas, o quadriciclo foi aperfeiçoado. Seu motor V2 tinha 2 cavalos de potência e chegava a 1.000 rpm.

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O sucesso da marca logo veio através do destaque obtido em competições, com o quadriciclo tipo 3, de 1891, que participou da prova Paris-Brest-Paris. Foram percorridos 2.045 Km em 139 horas a uma média de 14 km/h. Com este feito eram lançados comercialmente os veículos Peugeot equipados com motor Daimler. Em 1899 a marca já fabricava motores próprios -- e das competições não deixou mais de participar.

 

Na década de 60 o modelo 404 se destacou nos ralis da Europa e do continente africano, chegando a vencer em várias provas. Conquistou a África, devido à robustez e confiabilidade. Suas linhas, apesar de bonitas e clássicas, já estavam envelhecidas. As opções de carroceria eram sedã de quatro portas, perua, cupê e, deste derivado, um belo conversível. Lançado em abril de 1960, o 404 foi fabricado até 1975. Foram produzidos 2,3 milhões de unidades.

                                                                                                 

Em outubro de 1968, no Salão de Paris, o sedã 504 foi apresentado ao público. Era um quatro-portas de tamanho médio e tinha a missão de superar o prestígio de seu antecessor, que era sucesso de público. Como já era tradição na marca, foi desenhado pelo famoso estúdio italiano Pininfarina, situado em Turim. A cooperação com a marca francesa iniciou-se com o modelo 203, apresentado no Salão de Paris de 1948, passou pelo 403, 404 e 204 (Saiba mais) e se estende até os dias atuais. Tinha linhas modernas, grade com frisos horizontais e o emblema do leão da marca. Ele é o símbolo heráldico do Franco-Condado, que se situa na região de Montbéliar, e foi adotado pela empresa já no século XIX. Os faróis eram poligonais, como olhos arregalados. Este estilo de farol tornou-se padrão da marca e, até hoje, os modelos são identificados por ele e pelo escudo do felino.

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A linha traseira tinha uma queda abrupta na metade da tampa do porta-malas, que dividia opiniões, como no modelo menor 204. Era diferente e fazia parte do desenho. Media 4,49 metros de comprimento e pesava 1.180 kg. Na versão L o motor a gasolina tinha 1,91 litro, 98 cavalos, carburador de duplo corpo e tração traseira, para velocidade máxima de 168 km/h. A alavanca do câmbio de quatro marchas ficava na coluna de direção. 
Também estava disponível um diesel de 2,2 litros e 65 cavalos, com interessante compromisso entre conforto e economia. Tinha como velocidade final 136 km/h, quase idêntica à de seus concorrentes -- o Mercedes 220 D e o Opel Rekord D. Ainda hoje a empresa francesa é uma das maiores produtoras de motores diesel no mundo.

 

A versão GL, de melhor acabamento interno, tinha a alavanca de câmbio no assoalho, teto solar, estofamento em couro, apoio de cabeça no banco dianteiro, rádio-toca-fitas e ar-condicionado. O topo de linha do 504 era o TI, oferecido com injeção Kugelfisher. Mais potente, com 110 cavalos, chegava a uma final de 173 km/h. Além dos itens de conforto do GL , trazia vidros verdes e os dianteiros com acionamento elétrico. Em todas as versões o carro acomodava cinco passageiros de boa estatura com certo conforto.

 

Um detalhe diferente era o acionamento da buzina, na alavanca das luzes de direção. Outro, como tradição, o contato de ignição era à esquerda do volante, a exemplo do Lada e do Porsche 911. Uma das vantagens é poder ligar o motor de fora do carro, para testar um reparo mecânico por exemplo, sem recorrer a contorcionismos.

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O 504 rodava suave, mas quando exigido era muito firme em curvas. Comportava-se bem em todos os tipos de estrada. O belo cupê foi lançado no Salão de Genebra, na Suíça,  em 1969. Suas linhas eram originais, não apenas uma derivação do sedã, muito harmoniosas e fluidas. Na frente se destacavam os quatro faróis quadrados e uma grade simples com o emblema do leão ao centro. Acomodava bem dois adultos e duas crianças atrás. Recebia a mecânica do TI e sua velocidade máxima era de 179 km/h.

 

A perua, lá chamada de Break, veio em 1971 e era derivada do 504 sedã. Era 30 centímetros maior em comprimento e a parte do teto,  após os bancos dos passageiros da frente, era ligeiramente mais alta. Tinha um grande porta-malas, que dependendo da versão de acabamento (Familiar ou Comercial) podia receber mais um banco, elevando a capacidade para sete pessoas. Um detalhe interessante eram os duplos amortecedores traseiros, para suportar muita carga. 

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Em 1974 o cupê ganhava como opção o motor V6 PRV(Peugeot, Renault e Volvo). Elaborado numa colaboração técnica entre Peugeot, Renault e Volvo para equipar os modelos topo de linha, tinha 2,66 litros, 144 cavalos de potência a 5.500 rpm, comando de válvulas no cabeçote e injeção Bosch K-Jetronic. Com cinco marchas, chegava a uma final de 190 km/h. Nesta versão, detalhes internos e externos de acabamento faziam diferença, como bonitas  rodas de liga leve.

 

Este motor equipou o 504 cupê até 1983, mas a versão mais barata de quatro cilindros continuava a ser oferecida. Houve ainda a versão conversível, que poderia receber tanto capota de lona quanto uma fixa de fibra-de-vidro.

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Em 1975 o 504 sedã foi o 2,0 litros mais vendido da Europa. No ano anterior haviam sido produzidas 280 mil unidades entre versões gasolina e diesel e já fora atingido o marco de um milhão de unidades desde o lançamento. Representava 40% da produção da fábrica.

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No ano seguinte a Peugeot absorvia a Citroën e, em 1978, a Chrysler Europa, já fabricava os Simca e os Talbot. O 504 sedã, já envelhecido, foi fabricado na França até 1979 e deu lugar ao mais moderno 505. Existem muitos ainda rodando na África e na Argentina, onde foi produzido até 1998, no Kenya até 2001 e na Nigéria até 2005. 

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Na França o 504 cupê, porém, continuou até 1983. Um sucesso em todas as versões!


 

Nas pistas

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Jornalistas especializados na década de 70 o apelidaram de "rei do deserto" e "especialista do deserto" por seu desempenho em ralis no continente africano. E o rugido do leão foi ouvido por muitos. Foi pilotado por ícones do automobilismo mundial de rali. Por estas participações sua presença na África foi muito forte na época e até hoje é referência. Tem uma ótima reputação.

 

O sedã 504 estreou no Rali da Córsega, nas mãos de Guichet e Jean Todt. No rali, Todt continuaria durante anos na equipe oficial PTS (Peugeot-Talbot Sport), mas como dirigente, para depois tornar-se a cabeça mais importante da equipe técnica da Ferrari e depois presidente da FIA (Fédération Internationale de l'Automobile).

 

Em 1971, participando do grupo 1, onde os carros são quase iguais aos originais de fábrica, o 504 obteve a primeira vitória no Rali do Marrocos dentro da categoria e o segundo lugar absoluto. Em 1975 ganhou o Rali do Marrocos, o Bandama na Costa do Marfim e o East African Safári. Provou boa preparação e resistência.

 

Foi pilotado pelo sueco Ove Anderson e pelo finlandês  Hannu Mikkola. No Bandama daquele ano, 52 carros largaram e somente seis chegaram ao fim. O 504 ficou com o primeiro, quarto e sexto lugares. O Datsun 180 B, seu principal rival, ficou nas posições intermediárias. Enfrentou e venceu o Lancia Stratos, que era pilotado por Sandro Munari.

 

Todos concordavam que a marca francesa tinha a "vocação africana". Em 1976 repetiu a proeza no Marrocos, nas mãos do francês Jean Pierre Nicolas, e no Bandama, pelo finlandês Timo Makinen. O motor chegou a ter a potência de 170 cavalos a 7.000 rpm na versão 504 sedã Turismo Grupo 2 para os ralis africanos. Externamente, as diferenças visíveis eram os pára-barros presos aos pára-lamas, chapa para proteção do cárter e motor, faróis auxiliares e grade de proteção destes. Por dentro, por obrigação do regulamento, tinha barras anti-capotagem e ampla instrumentação para navegação.

 

A carroceria recebia pontos de solda a mais para torná-la mais robusta. A geometria da  suspensão era a mesma de série, mas as molas e amortecedores eram mais firmes. No lugar do tanque de combustível de 56 litros era colocado um com capacidade de 100 litros.

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Em 1976, com o potente motor V6 PRV, o francês Nicolas ganhou outra vez no Safári e no Bandama. Desta vez foi o cupê que brilhou, também nas areias dos inóspitos desertos da África. O motor preparado rendia 225 cavalos a 7.200 rpm. No ano seguinte o sedã tornou a fazer bonito só que aqui na América do Sul, no Rali Transchaco. Tirou o segundo lugar geral, pressionando muito o líder na ultima etapa, um Ford Escort RS 2000 de 250 cavalos.

 

O 505 não obteve o mesmo sucesso em ralis, mas brilhou em pistas de asfalto nos Campeonatos de Turismo francês e europeu. Anos mais tarde, os modelos 205 (saiba mais) e 405 se encarregaram de manter a honra e a fama no continente africano, principalmente no famoso Paris-Dakar. Em 2000, o 206 WRC sagrou-se campeão mundial de rali. A robustez como tradição sempre foi confirmada.


 

Em escala

O carro do filme James Bond, vendido em bancas, na escala 1/43, vinha sobre a plataforma com o nome do filme e caixa de acríico. Muito bem acabado.

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A Solido francesa não esqueceu do 504 e o produziu na escala 1/43. Todos tinham a decoração dos modelos de competição de rali. Os pára-barros, faróis auxiliares e outros acessórios estavam lá bem detalhados. Figurou no catálogo em 1978 e 1979. Abaixo um modelo vendida em bancas , uma série de carros famosos de rali, na escala 1/43. Vinham sobre uma base e caixa de acrílico.

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A Solido francesa também fez a perua Dangel na versão bombeiros. Muito bem acabada inclusive na embalagem.

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A Solido também fez para o catálogo de 1978 a versão cupê do rali. Vem com a decoração a parte.

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A Burago fez uma versão do carro de apoio da famosa corrida de bicicletas "A Volta da França". O 504 do diretor da prova era vermelho com teto branco, tinha uma sirene sobre a capota e adesivos dos patrocinadores. A escala era 1/24 e muito bem feita, como é tradição da marca. Portas, capô e porta-malas se abriam e as rodas esterçavam.

A Welly também fez na escala 1/43 o 504 sedã nas cores branca, azul e vermelho. As portas deste se abrem.

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Também nas bancas foi vendida a série Táxis do Mundo. Não se esqueceram do felino. 

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Nas Telas

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O filme é Somente para seus olhos (For Your Eyes Only). Um ótimo enredo que também conta com ótima música tema cantada pela bela escocesa Sheena Eaton. Diversão para todas as idades em DVD. 

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As cenas se passam no filme de James Bond em 1981, Somente para seus olhos (For Your Eyes Only). Estrelado por Roger Moore, que foi o segundo James bond e a bela Carole Bouquet que faz o papel de Melina Havelock. A cena se passa numa pequena cidade do litoral espanhol. Sem ser convidado entra numa propriedade luxuosa e é descoberto quando está perto de uma piscina. Consegue escapar, sai em correria por um bosque encontra Melina Havelock. Graças à Bond são salvos e saem correndo fugindo dos bandidos. Bond vê seu Lotus explodir após uma tentativa de invasão e a única motorização disponível é um Citroën 2 CV para o espanto de Bond. 

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Dois Peugeot 
504 pretos dos bandidos perseguem o Citröen 2CV (leia história) do agente secreto britânico em estradas sinuosas. Claro, não faltam malabarismos nas cenas envolvendo todos os modelos. Há uma ótima perseguição pelas ruelas e morros de uma vila, capotagens e muito malabarismo.

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Fez presença também num dos filmes da série Inspetor Clouseau. Era o carro de  serviço do Comissário Dreyfuss, chefe do inspetor que acaba ficando louco por causa das confusões que seu subordinado faz e traz. 

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Na cena hilária o Comissário Dreyfuss corre no pátio atrás de Clouseau. O carro em questão aparece numa cena na frente de um hospital que na verdade é um manicômio.



Em outros países

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O 504 fez e faz presença nos quatro cantos do mundo. Para o mercado americano foi exportado com imensos pára-choques e, como exigência de lá, no lugar dos bonitos faróis poligonais foram instalados quatro redondos.  Nesta versão também foi exportado para os Estados Unidos. 

Na Austrália também fez sucesso. Há inclusive um clube de aficionados, o Peugeot Car Club of South Australia, que publica uma revista mensal. 

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O sedã também foi fabricado na Argentina e na Bélgica, e o picape ainda é produzido na Nigéria. Nesta versão foi um dos "Papa Móvel" de João Paulo II. 

Na África foi exportado para o Congo, Líbia, Marrocos, África do Sul, etc. Até hoje, nesta região, tem ótimo valor de mercado. Conta-se que se alguém na Europa compra um usado em boas condições e o revende num desses países, paga fácil o valor do carro, as despesas de viagem e ainda sobra um troco. Bom negócio.


 

No Brasil

O 504 era o preferido dos funcionários das embaixadas e consulados franceses no Rio de Janeiro e em Brasília na década de 70, tanto o sedã quanto a perua Break. 

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Quando a empresa passou a importar seus automóveis, em 1993, começou a vender o picape 504, com motorização 2,3 a diesel de 70 cavalos e capacidade de carga surpreendente, 1.300 kg.

 

Especiais

O picape e a perua Dangel, destinados ao uso fora de estrada, construídos por Henri Dangel, foram estudados em cooperação com a Peugeot. Apresentados em 1980 na versão 4x4, tinham pneus mais largos, suspensão alta, barras anticapotagem e faróis auxiliares afixados nesta. Eram modelos bastante interessantes.  A perua criou um segmento que se repetiria, anos depois, na Subaru Outback, Volvo Cross Country e outras.

 

Os três números

A numeração de três dígitos com um zero no meio foi iniciada na Peugeot com o modelo 201. O primeiro número indica o tamanho e o terceiro a cronologia da série. O zero serve de articulação da numeração. Houve até problemas com a Porsche na época do lançamento do 911, que se chamaria 901. A fábrica francesa já havia registrado antes todas as denominações de três algarismos com o zero no meio para carros em produção, levando a Porsche a mudança.



Nas Ruas do mundo.

Na França.

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Lá há ainda modelos em belo estado de conservação e clubes. Este em belo estado está impecável! 

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Na Argentina

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Lá o carro foi fabricado entre 1969 e 1999 com motores movidos a gasolina 1,6 litros, 1,8 e 2,0 litros. Nas versões sedã, perua e picape também estavam disponíveis motores diesel. Há clubes de aficionados que tratam o carro com muito carinho e fazem vários encontros. O Peugeot 504 Argentina e o Club Amigos del Peugeot 504.

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A versão perua. 

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E o belo táxi nas ruas de Buenos Aires.

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E na execlente exposição de carros antigos em San Isidro, Buenos Aires: Autoclásica

No estande Peugeot

Um dos primeiros modelos fabricados no país. 

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E um dos últimos. 

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Há livros muito bons para reparação de antigos com desenhos técnicos muito bem feitos das partes da carroceira, do motor, parte mecânicas e elétricas e instruções do Renault 12, Fiat 600, Chevrolet Nova, Ford Falcon, Peugeot 504, etc. Nas boas livrarias. 

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No Uruguai

O Uruguai é um país onde há uma diversidade imensa de belos carros antigos de todas as nacionalidades e de várias épocas.  É claro que há modelos modernos também. Mas não são tão belos.

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Muito distinto este 504 dos anos 70.

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Merci à L'Aventure Peugeot pour les principales photos de cette page.


 



Para Ler. 



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