O Belo do Caribe


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Entre o final do século XIX e o principio do século passado várias empresas de automóveis surgiam nos Estados Unidos e na Europa. Era a época de intrépidos homens com máquinas audazes.


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Um deles foi o engenheiro mecânico americano James Ward Packard que em 1899 começava, junto com o irmão William, começava a fabricar automóveis de muita qualidade. Eram refinados, robustos e sempre inovadores. Começou comprando um Winton feito em Cleveland. E teve apoio de um importante homem ligado às ferrovias americanas, chamado Henry Joy que investiu muito na nova empresa quando viu um Packard funcionar muito “redondo” numa feira de automóveis em Nova York em 1901. 

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Em 1912, um dos carros mais sofisticados americanos era o Packard V12 Twin-Six. Tratava-se de um torpedo aberto com três assentos sendo que o intermediário só era usado em condições excepcionais por ser fino e desconfortável. Os outros dois eram poltronas de primeira classe. A capota de lona ficava encolhida atrás e abaixo desta iam os dois pneus sobressalentes. O confronto com o Cadillac era direto.

 

E na década de 20 os americanos de classe eram o Peerles, o Pierce-Arrow, Duesemberg e a Rolls Royce que fazia seu Phantom I em Springfield. 

Em 1930, o modelo Packard Victoria era de uma elegância impar. Em seu primeiro ano de produção, 48.000 exemplares deixaram as linhas de produção. O conversível cupê reunia muito luxo e esportividade com seu motor de oito cilindros. Ainda nesta década, outro destaque era o modelo Super Eight Convertible Sedan de 1937. Tratava-se de uma limusine aberta de grandes dimensões. 

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Em
1937, a linha era completa. O modelo Six oferecia uma ampla gama de carrocerias. Eram o Club sedã, o Touring sedã com a traseira mais longa, o Touring cupê, mais esportivo que este o Business cupê, mais sofisticado um pouco e com o terceiro banco (banco da sogra), o Sport cupê e um belo conversível. Todos derivados uns dos outros. Mas a concorrência dos três grandes, Ford, General Motors e Chrysler também tinham fortes argumentos.

 

Na década de 40, devido ao conflito mundial, as marcas não tiveram maiores lançamentos. No final desta, os estilos começaram a mudar e os carros ficavam mais modernos. 

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Em 1951 a linha se renovava com o elegante quatro portas Packard 200 Club Sedan. O modelo quatro portas tinha o motor 327 (5358 cm³) de oito cilindros em linha, com caixa manual de três marchas mais sobremarcha ou automático com duas velocidades. Já vinha equipado de fábrica com pneus radiais. Outra variação deste era o Packard Clipper lançado em 1954. Também com o motor 327 seu motor com oito cilindros em “V” desenvolvia 165 cavalos. Era potente e muito atraente.

 

Baseado neste modelo era lançado à versão cupê hardtop e conversível denominada Caribbean. Seu motor com oito cilindros em linha desenvolvia 212 cavalos e era alimentado por quatro carburadores. 

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Na frente havia dois faróis circulares, grande entrada de ar sobre o capô e, em sua imponente grade trapezoidal com ângulos arredondados mais dois pequenos faróis auxiliares. Toda cromada, fazia um belo conjunto com os imponentes pára-choques. Também cromados eram os contornos das caixas de rodas nos pára-lamas dianteiros e traseiros. A carroceria, tipo saia e blusa, lhe caía muito bem. Atrás, o pneu sobressalente ficava exposto logo atrás do porta-malas dando-lhe um ar mais sofisticado.

 

Em 1952 se associava a Studebaker, para juntar forças, mas, infelizmente não traria muitos frutos.

 

Em 1955 era lançado o Packard Patrician e derivado deste chegava o novo Caribbean. E estava muito mais bonito mais moderno e extremamente atraente. O parrudo pesava 2.170 quilos e media 5,55 metros.

Sua carroceria tinha linhas mais retas e discretos rabos de peixe. Vinha em três cores que se harmonizavam. A superior mais clara, a intermediaria mais forte e, a que estava mais perto do chassi, que encobria a parte debaixo das portas e dos pára-lamas normalmente era escura. Mistura tons gelo, vermelho e preto ou preto azul e cinza. 


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Por dentro era muito refinado. O painel todo em alumínio escovado tinha vasta instrumentação. Como opcionais podiam vir ar condicionado, bancos dianteiros com aquecimento, radio com duas antenas elétricas, cintos de segurança e comando elétrico das portas! Já havia naquele tempo. Sofisticação e luxo da casa.

Mas o que chamava mais atenção, ao lado do grande volante de dois raios era o seletor de marchas. Não havia alavanca na coluna. Havia um satélite, em forma de cubo, com botões para selecionar N (Neutral), L(Low), P(Parking), R(Reverse) e D (Drive). Era inusitado. Os bancos eram muito confortáveis e havia muito espaço para cinco passageiros. Sem a capota ficava mais atraente. Com ela, em lona, se fosse branca, o belo cupê conversível não perdia o charme. Ganhava. A versão Hard Top também era muito atraente. A grade mais moderna tinha aspecto mais agressivo assim como as duas entradas de ar sobre o capô.  


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O motorzão não decepcionava. Era um V8 com válvulas no cabeçote, comando lateral, refrigerado a água, com 6.132 cm³, taxa de compressão de 10:1 e potência de 310 cavalos a 6.000 rpm. Bem alimentado, era servido por dois carburadores de corpo quádruplo da famosa marca Rochester. A transmissão era automática e se chamava Ultramatic. A tração traseira.

A velocidade máxima era de 190 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 9,0 segundos. Números ótimos levando-se em conta o peso do automóvel. O chassi tinha longarinas de aço e dentro deste um grande X para dar maior rigidez. A suspensão dianteira era independente com triângulos superpostos e o eixo traseiro era rígido. Tinha barras de torção longitudinais. E também tinha um corretor de altura automático na suspensão traseira movido por um motor elétrico! Seus quatro freios eram a tambor e tinham assistência hidráulica. Os pneus eram na medida 8,00 x 15. Não era um esportivo, mas não decepcionava em curvas. 


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Foi um carro de muito sucesso, porém caro para ser produzido por causa de suas sofisticações. E também acessível para poucos. Em 1956 custava 6.200 dólares.  Fazia frente ao Cadillac Eldorado. 


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A marca foi muito apreciada por famosos como Errol Flynn, Jean Harlow e Edith Piaf. Infelizmente a Packard deixou de produzir em 1958. A Studebaker continuou a produzir por mais alguns anos, até mais precisamente em 1966 aproveitando as soluções da marca genial.




Em Águas de Lindóia em 2010. 


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Havia um modelo para ser restaurado. 


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E o preço não estava nada atrativo... e tinha muito trabalho a ser feito. 





Para ler:



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