A Revolução do Estilo Esportivo

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No final de 1971 o famoso e competente estúdio italiano Bertone apresentou ao publico três projetos avançadíssimos para a época: - o Stratos, o Runabout e o Shake. Os dois primeiros o Grupo Fiat aproveitou a idéia e o conceito dando vida a carros de rua. Que também chegaram as pistas e fizeram sucesso.

 

O Runabout foi um exercício de estilo feito por Marcelo Gandini que trabalhava para Bertone. Usava mecânica Fiat. O que mais chamava a atenção eram os faróis acoplados na barra anti-capotagem que ficava logo após os bancos dos dois ocupantes. Não tinha capota, o pára-brisa era muito baixo, a traseira curta e a frente longa parecendo uma espada afiada. Daria origem a um esportivo de estilo impar. 

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Em novembro de 1972, no Salão de Turim, na Itália, era apresentado o Fiat X-1/9, ou Noucento como era chamado pelos habitantes da península. Muito moderno e bonito era o esportivo da Fiat. Diferente dos demais de sua classe, pois suas linhas eram angulosas e muito retas. Parecia uma flecha.

 

A carroceria era em aço estampado, duas portas, dois lugares e atrás destes um arco de proteção que fazia parte do reforço estrutural da carroceria. A tampa da capota era em fibra de vidro. Na frente uma discreta grade na parte inferior dos pára-choques para dar ar ao radiador. E abaixo deste um pequeno spoiler dando agressividade e estabilidade direcional. Os faróis dianteiros estavam escondidos sobre uma tampa e quando acesos esta se levantava. Media 3,97 metros e pesava 920 quilos.

 

Seu motor, na posição central, a frente do eixo traseiro, era um quatro cilindros em linha, montado transversalmente, refrigerado a água, de 1290 cm³ e 75 cavalos a 6000 rpm herdado da linha 128. O torque máximo era de 10,2 mkg e sua taxa de compressão de 9,2: 1. O comando de válvulas era no cabeçote e o carburador tinha corpo duplo. O radiador era posicionado na frente. Sua final era de 170 km/h. Divertido, atraente e moderno.  Muito original e avançado para a época. Foi o carro com motor central mais produzido do mundo. Por causa desta configuração tinha dois porta-malas.  A estabilidade era muito boa por causa da ótima distribuição de peso. Usava pneus 165/70 SR 13.

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Em 1974, a famosa Abarth (Leia mais)  apresentava uma versão competição. O motor tinha 1800 cm³, duplo comando, 16 válvulas e 200 cavalos a 7600 rpm. Foi colocado para competir no campeonato Europeu de Ralis e se saiu muito bem.

 

Em 1975, no Salão de Paris, outra empresa famosa italiana especializada em projetos distintos, a Dallara, apresentava o Lcsunove. Este tinha carroceria em fibra de vidro, era mais baixo e um aerofólio pouco discreto atrás. Era um modelo destinado a competição. Seu motor tinha 192 cavalos. O carro era pintado na cor chumbo metálico e tinha faixas laranja nas laterais. Este detalhe o tornava reconhecível em qualquer parte. Foram produzidos 30 exemplares para homologação.

 

A Fiat por sua vez, no mesmo evento, apresentava o modelo Corsa. O que o diferenciava dos demais eram as rodas em alumínio, capô preto fosco e um discreto aerofólio traseiro.

 

Em 1976 chegavava a “Série Speciale” para comemorar o 50.000 veículos comercializados. Tinha uma faixa lateral com pequenos retângulos verticais, pintura metálica e tecidos dos bancos diferentes. Foi uma proposta de Bertone.

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Em 1978 ganhava maiores mudanças. O modelo denominado “Five Speed” ganha motor de 1500 cm³ de 85 cavalos. Também a caixa de cambio passava a ter cinco marchas.  O carburador tinha corpo duplo e o comando de válvulas era no cabeçote. A velocidade final passa a ser 185 km/h e o 0 a 100 km/h em 11, 5 segundos. Ficou mais ágil e atraente.  Por fora ganhava pára-choques maiores e um novo capô. As bonitas rodas de aço estampado eram as mesmas do Fiat 131 Super Mirafiori. Por dentro novos bancos e novo painel.

 

Em 1982 o X 1/9 recebia o nome Bertone. A versão IN, de injeção, era destinada ao mercado dos Estados Unidos e na Europa a mesma se chama IN Fashion e IN Vogue que possuiam acabamentos distintos. Eram oferecidas pintura da carroceria em dois tons, rodas de alumínio, vidros elétricos e bancos de couro. Tornou-se mais refinado. Logicamente nos EUA ele perdia potência por causa dos equipamentos antipoluentes e ganhava pára-choques muito parrudos. 

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Um ano depois surgia outra versão de acabamento sofisticado, a VS. Rodas especiais, pintura em dois tons e bancos em couro vermelho. A combinação parecia estranha, mas na cor externa preta e prateada metálica merecia ser conferida. Como sempre as obras de Bertone são sempre elogiadas pelo bom gosto e sofisticação.

 

Foram produzidas quase 170.000 unidades deste bonito e original esportivo e sua carroceria quase não recebeu alterações até o final da produção em 1988. Uma série especial chamada “Gran Finale” foi destinada ao mercado americano e britânico. Tinha até uma plaqueta no painel assinada pelo próprio Nuccio Bertone. E arrancava forte como pode ser visto na foto abaixo.

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Em Araxá, Minas Gerais, em 2012, no Brazil Classics Fiat Show, a Fiat fez uma mostra de seus carros de maior destaque. E o Fiat Bertone X-1/9 (abaixo) estava lá. Brazil Classics Fiat Show.

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Junto com o que há de melhor no que se refere à autos italianos. 

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No Brasil

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Aqui ele foi fabricado e recebeu o nome de Dardo. Este fato aconteceu em 1979 e contou com a preciosa ajuda de Toni Bianco. 

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Usava o motor do Fiat 147 Rallye de 1.300 cm³ e 74 cavalos. Conferia um desempenho similar ao modelo europeu. Todas as demais características também eram bem próximas. Seu painel era bem completo. Na parte central contava com velocímetro, relógio de horas e conta-giros.

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Também com relógios de capacidade do tanque, pressão do óleo e marcador de temperatura.


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Já o porta-malas dianteiro era reduzido. Um carro para um casal numa viagem curta de lazer!


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Foi uma iniciativa interessante já que os demais carros “especiais” no Brasil, pequenos, sempre utilizavam a mecânica VW a ar. Era um esportivo especial, de fibra de vidro, caro e sua produção foi em pequena escala. 

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A empresa era a Corona que fabricava carrocerias de caminhões. 


 

 Para Ler

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